Os políticos brasileiros são os mais bem pagos e os menos produtivos do mundo. Além disso, possuem inúmeros benefícios que só podem ser alterados por eles mesmos. A população responsável por eleger os políticos também não sabe muito bem o que faz. "É um círculo vicioso. Os brasileiros detestam os políticos, mas continuam elegendo as mesmas pessoas para os cargos", diz a revista Forbes. Quantos brasileiros sabem a diferença de funções entre um deputado federal e um senador, por exemplo?
Esse pouco conhecimento do povo favoreceu o estabelecimento de uma estrutura de perpetuação do poder. Votos necessários nas eleições são garantidos por meio do Bolsa Família. A idéia não é original, foi apenas o aprimoramento do Bolsa Escola. De certo modo, o Brasil retornou ao chamado voto de cabresto, de 1920, no qual os chamados coronéis determinavam os votos por meio da força ou da troca de favores. Também é similar ao trabalho atual das milícias, representado no filme Tropa de Elite 2.
A estrutura não está restrita às eleições. Os responsáveis pelas elaborações das leis são controlados por meio de mensalão ou mecanismos similares. Só faltava o domínio do Poder Judiciário. Não falta mais. O colegiado do Supremo Tribunal Federal, hoje, é formado principalmente por ministros indicados pela chefia do Poder Executivo. O plano deu certo, pois as penas para os mensaleiros foram brandas e o presidente do STF pouco pôde fazer a respeito.
Quem poderia mudar a situação é a população do Brasil, mas é muito difícil que isso aconteça. As classes mais desfavorecidas continuarão a votar naqueles que lhes asseguram os benefícios financeiros necessários para melhores condições de vida. A classe média, responsável em boa parte pelos protestos de 2013,só pode agir de forma limitada, uma vez que parte significativa dela faz parte do funcionamento público ou pretende fazer, vide os cursinhos preparatórios para concurso público lotados.
Desse modo, o brasileiro assiste inerte aos absurdos que ocorrem, como a organização da Copa mais cara da história, com o maior atraso no cumprimento dos prazos e sem retornos significativos para a população. As eleições estão à porta e os candidatos são os mesmos de sempre. As opções variam entre ruim e muito ruim. Uma opção para a mudança do país seria o ensino público de qualidade para toda a população, com a inclusão de disciplinas relativas ao Direito. Os Colégios Militares, por exemplo, estão aí para provar que existe ensino público de alto nível. Mas é claro que quem quer se perpetuar no poder jamais irá permitir que a população seja adequadamente instruída. Enquanto for possível, o povo será mantido analfabeto, alienado das discussões políticas, ignorante de seus direitos e dependente do Estado.
Esse pouco conhecimento do povo favoreceu o estabelecimento de uma estrutura de perpetuação do poder. Votos necessários nas eleições são garantidos por meio do Bolsa Família. A idéia não é original, foi apenas o aprimoramento do Bolsa Escola. De certo modo, o Brasil retornou ao chamado voto de cabresto, de 1920, no qual os chamados coronéis determinavam os votos por meio da força ou da troca de favores. Também é similar ao trabalho atual das milícias, representado no filme Tropa de Elite 2.
A estrutura não está restrita às eleições. Os responsáveis pelas elaborações das leis são controlados por meio de mensalão ou mecanismos similares. Só faltava o domínio do Poder Judiciário. Não falta mais. O colegiado do Supremo Tribunal Federal, hoje, é formado principalmente por ministros indicados pela chefia do Poder Executivo. O plano deu certo, pois as penas para os mensaleiros foram brandas e o presidente do STF pouco pôde fazer a respeito.
Quem poderia mudar a situação é a população do Brasil, mas é muito difícil que isso aconteça. As classes mais desfavorecidas continuarão a votar naqueles que lhes asseguram os benefícios financeiros necessários para melhores condições de vida. A classe média, responsável em boa parte pelos protestos de 2013,só pode agir de forma limitada, uma vez que parte significativa dela faz parte do funcionamento público ou pretende fazer, vide os cursinhos preparatórios para concurso público lotados.
Desse modo, o brasileiro assiste inerte aos absurdos que ocorrem, como a organização da Copa mais cara da história, com o maior atraso no cumprimento dos prazos e sem retornos significativos para a população. As eleições estão à porta e os candidatos são os mesmos de sempre. As opções variam entre ruim e muito ruim. Uma opção para a mudança do país seria o ensino público de qualidade para toda a população, com a inclusão de disciplinas relativas ao Direito. Os Colégios Militares, por exemplo, estão aí para provar que existe ensino público de alto nível. Mas é claro que quem quer se perpetuar no poder jamais irá permitir que a população seja adequadamente instruída. Enquanto for possível, o povo será mantido analfabeto, alienado das discussões políticas, ignorante de seus direitos e dependente do Estado.
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